Mudança de atitude
Pequenas atitudes ajudam a combater o aquecimento global

O resultado do aquecimento global está cada vez mais visível. Altos índices de chuva fora de época, protestos intensos de ambientalistas, aumento nas temperaturas. Tudo isso é consequência da falta de cuidado que o homem tem com o meio ambiente.

Os dados são alarmantes. Os noticiários anunciam a todo o momento estratégias de vários países com propostas de mudanças climáticas, como redução na emissão de gás carbônico ou diminuição na poluição de rios, mares ou do ar.

É preciso deixar de esperar ações governamentais internacionais. É preciso parar de esperar mudanças externas. É preciso mudar agora. A Revista Villa convoca seus leitores. Vamos todos arregaçar as mangas e começar uma mudança de atitude. Ser “in” hoje é reutilizar, reciclar e reduzir. Fazer diferente é ser consciente.

Afinal, o sul-africano Kumi Naiddo, novo chefe internacional do Greenpeace, já disse logo na sua posse: “Ou teremos uma mudança de posição, onde todos passem a combater o aquecimento global, ou o mundo irá afundar diante os nossos olhos!”

O mundo espera os resultados da reunião de mudanças climáticas em Copenhague, na Dinamarca, marcada para dezembro. Enquanto isso, trouxemos um “case” que mostra ser possível ajudar o mundo independentemente de ações governamentais. Faça sua parte. O mundo agradece!

 

PEQUENAS ATITUDES, GRANDES MUDANÇAS

Não é de hoje que o professor de inglês Lincoln Geraldeli, de 37 anos, adota atitudes ecologicamente corretas. Há 10 anos, ele leva uma vida mais “verde”. Em sua casa, os lixos são separados em compartimentos diferentes: orgânicos e materiais recicláveis.

Os primeiros se transformam em adubo para suas plantas e árvores — todas plantadas e cuidadas por ele mesmo. Desde que se mudou para sua casa própria, Lincoln já coleciona 50 tipos de folhagens, árvores e flores. O material que pode ser reciclado é lavado e armazenado com todo cuidado. A cada duas semanas, é entregue ao centro de coleta.

No dia a dia, Lincoln faz de seus hábitos um presente para a natureza: banhos e ligações telefônicas rápidos; luzes acesas só quando há necessidade; economia no uso de água; uso de produtos de limpeza biodegradáveis. Indo além de sua própria casa, Lincoln plantou três árvores na rua Paulo Menezello, no Jardim Maracanã, em frente a sua casa, e está em busca de viabilizar um projeto para ser construída uma praça no seu bairro. “Sinto que faço minha parte para termos um mundo melhor. O segredo é ler muitos livros, plantar centenas de árvores e ter ou adotar um filho”, diz.

 

BRASIL E O AQUECIMENTO GLOBAL

O Brasil apresentou suas metas de redução de emissão de gases do efeito estufa no dia 13 de novembro. Os dados serão levados para a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, em Copenhague (Dinamarca). Depois de várias reuniões e análises, foi definido que o País deve reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões previstas para 2020.

Considerando cenários de crescimento econômico de 5% e 6%, as ações preveem iniciativas nas áreas de uso da terra, agropecuária, energia e siderurgia. Vários encontros serão organizados para mostrar ao mundo que o Brasil tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o meio ambiente.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, as metas preveem redução de 20,9% nas emissões de CO2 com a redução de 80% no desmatamento da Amazônia. E 3,9% com a redução de 40% no desmatamento do Cerrado, um total de 24,8% do total das emissões. Para a agropecuária, a proporção de redução varia de 4,9% a 6,1%. Para isso, são listadas ações de recuperação de pastos, integração lavoura-pecuária, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio.

No setor de energia, a proporção de redução varia de 6,1% a 7,7%, com foco em eficiência energética, incremento no uso de biocombustíveis, expansão da oferta de energia por hidrelétricas e fontes alternativas, como, por exemplo, bioeletricidade

e energia eólica. Na siderurgia, com proporção de redução variando de 0,3% a 0,4%, o foco estará na substituição de carvão de desmate por árvores plantadas.