Não existe nada mais desagradável do que conversar com uma pessoa com mau hálito. O problema, muitas vezes causado por falta de higiene adequada ou questões de saúde, pode passar despercebido por algumas pessoas e causar constrangimentos para os que convivem com ela.
A halitose incomoda a humanidade há milênios. As causas podem ser sistêmicas, como problemas respiratórios, amigdalite, diabetes, deficiências renais e hepáticas. Mas em até 95% dos casos, o problema está mesmo na boca. Segundo a cirurgiã dentista Sheila Diniz Salles, gengivite, periodontite, placa bacteriana e cáries estão entre as causas, sendo a principal delas o acúmulo de resíduos no dorso da língua, ou saburra, que fermentam e liberam o odor forte. “Questões emocionais, problemas gástricos, ficar muito tempo em jejum, fumo, todos esses fatores também podem desencadear a halitose”, lembra a odontologista Flávia Facin. A especialista confirma que muitos pacientes não percebem o problema, pois aprendem a conviver com ele. Outros ficam constrangidos em procurar o dentista, mas a maioria sai em busca de ajuda depois do alerta de pessoas próximas. “Caso o paciente não se queixe de halitose, cabe ao profissional comunicá-lo do problema, descobrir a causa e orientá-lo para o tratamento”, aponta. As especialistas concordam que a prevenção é sempre o melhor tratamento. Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, usar fio dental, limpar a língua com raspadores linguais e fazer bochechos, quando indicados pelo dentista, são os cuidados básicos para quem quer falar bem de perto. As visitas ao consultório devem ser regulares. Para os que já apresentam a halitose, o trabalho multidisciplinar é eficiente. Os dentistas e periodontistas podem avaliar os fatores bucais e, quando necessário, encaminham os pacientes para o tratamento com outros profissionais da saúde.
Dicas das especialistas
As gomas de mascar sem açúcar estimulam a salivação, o que ajuda a combater o mau hálito, mas elas oferecem apenas alívio temporário. É importante ingerir bastante água durante o dia, para que haja uma boa salivação. Antissépticos não curam o mau hálito e devem ser usados somente quando indicados pelo dentista. Produtos que contêm álcool podem agravar o problema, pois irritam as células, aumentando a descamação e a saburra lingual. O tabagismo e o álcool devem ser evitados por quem quer um hálito refrescante.
Serviço
Dra. Flávia Facin | r Benjamin Constant 3679 | 17 3214.3517
Dra. Sheila Diniz Salles | av Benedito R Lisboa 2280 | 17 3201.1101